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terça-feira, 25 de outubro de 2016

259- OS SENHORES DA TERRA - VÍDEO






OS SENHORES DA TERRA é um filme brasileiro de 1970, dos gêneros Drama e Aventura, escrito, produzido e dirigido por Paulo Thiago que também compôs as letras das canções ouvidas no filme, interpretadas por Maria Lúcia Godoy, Guttemberg Guarabyra e Luís Gonzaga Jr. As filmagens foram feitas na cidade mineira de Aimorés, no vale do Rio Doce, terra natal do cineasta Paulo Thiago. A história alegórica foi inspirada em fatos reais, como a do coronel Bimbim que recebeu a polícia a bala em 1958, após ser acusado da morte de um prefeito.


SINOPSE

Na cidade do interior de Minas Gerais chamada Degredo, que recebeu esse nome por ser uma antiga colônia penal do império para presos políticos, o grande criador de gado Coronel Floro e seus jagunços atemorizam e exercem o poder sobre todos. Ao assassinar o prefeito numa cerimônia pública, o Coronel é jurado de morte pelo seu maior inimigo, o Coronel Mendes Medeiros, antigo comandante militar. Medeiros chama o matador profissional Judas que resolve se disfarçar de jagunço para escolher a melhor hora para assassinar o Coronel Floro. Mas ele se interessa pela enteada do coronel, a solitária Rosa Viviana, e demora para cumprir o acordo. O Coronel Mendes resolve então se aproveitar do apoio de um recém-chegado engenheiro enviado pelo governo para supervisionar a construção de duas represas na região e se alia ao Delegado Militar da cidade para perseguir o Coronel Floro.

ELENCO


FONTE: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Os_Senhores_da_Terra


sexta-feira, 22 de julho de 2016

258- PÁTIO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE BELO HORIZONTE - MG EM 1979, COM O TREM RIO DOCE DA EFVM EM FORMAÇÃO



Foto de autor não identificado, enviada por David Santos




Na foto acima, por incrível que pareça, não é o Trem do Sertão, como parece, à primeira vista, mas sim o Trem Rio Doce em manobra, em formação de sua composição para partir com destino à Vitória - ES. Quem observar atentamente, verá um dos carros Santa Matilde da EFVM lá na frente, na sombra, debaixo da cobertura da plataforma de embarque que ficava entre as linhas da EFCB e as da EFOM.

Vejam a cópia da foto, com a seta, em vermelho, indicando o carro Rio Doce da EFVM, abaixo:




Para quem acreditava que o Trem Rio Doce não vinha até Belo Horizonte antes de 1980, aí está mais uma prova inalienável de que isso não é verdade! Bela foto! 
 

257- TREM RIO DOCE DA EFVM EM FUNDÃO - ES, EM 1979, APROXIMADAMENTE






Foto de autor não identificado, enviada por David Santos




Na foto acima, o Trem Rio Doce da EFVM estacionado na plataforma de embarque da Estação Ferroviária de Fundão - ES, aproximadamente em 1979.

Note-se, na composição do trem, que o último carro, B-502, salvo engano, tem todas as chances de ser um ex carro da EFCB, pelo estilo do mesmo.

Mais uma relíquia histórica, uma raridade em se tratando do Trem da Vitória a Minas que deixou sua indelével marca na história!

segunda-feira, 28 de março de 2016

256- CARRO 2ª CLASSE AÇO CARBONO SANTA MATILDE C-122 DA E. F. VITÓRIA A MINAS

Foto de acervo histórico de Rubens Ramalho, enviada pelo mesmo



Uma verdadeira relíquia da história do saudoso e eternamente amado Trem Noturno Rio Doce da E. F. Vitória a Minas! 

A foto mostra o Carro 2ª classe de aço carbono, construído em 1954 pela Companhia Industrial Santa Matilde para a Vitória a Minas, em sua configuração original; pintura grená com a faixa prateada, 17 metros de comprimento e escada fixa. Foto enviada pelo amigo Rubens Ramalho!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

255- Locomotiva GE U-20-C da RFFSA-SR2 nº 1768


Locomotiva GE U-20-C RFFSA-SR2 Nº 1768


Desde 1975, se revezando com a U-20-C Nº 1721 e a 1748, a Nº 1768 tracionou o Noturno Rio Doce, de Belo Horizonte à Nova Era, até o início de 1984. Essa foto, enviada pelo amigo Paulo Roberto de Oliveira Cerezzo, é de meados de 1984, no Ramal de Nova Era. Uma verdadeira relíquia histórica pelo fato de ser extremamente raro uma foto em cores dessa U-20-C 1768. As que tive oportunidade de ver estão em preto e branco. Bela foto da histórica locomotiva que por longos 9 anos tracionou o Noturno da EFVM!


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

254- ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE NOVA ERA, O FIM DO MISTÉRIO

Prezados visitantes, bem vindos!

Dando prosseguimento ao tema de Nova Era - MG e sua já conhecida e magnifica estação ferroviária, aliás, estação histórica e com singulares acontecimentos marcantes, devo lembrar que, mesmo tendo sido descoberto muitas coisas, ainda assim continuava a existir certo mistério cercando sua história. Parte desse mistério, pelo menos para mim, era a malha férrea do seu pátio, a sua configuração, quantidade de linhas e etc.

Bem, os que chegaram até aqui e tem acompanhado meus trabalhos, sabem que recentemente estive em Nova Era, em especial, na estação, que hoje abriga a Escola Municipal Estação Crescer e lá, tirei fotografias e colhi preciosas informações, uma vez que estive, também, no SINDICATO DOS FERROVIÁRIOS de lá, que fica próximo à estação. Agradeço em especial ao meu amigo Rubens Ramalho, pelas informações que me passou, tendo-as obtidas de ferroviários aposentados da APOSVALE e de seu próprio pai, o senhor José Carlos, chefe de trem e posteriormente inspetor da EFVM, aposentado. Graças a isso, fui capaz de localizar com detalhes o traçado original da malha férrea do pátio da estação de Nova Era e o refiz em um esquema que segue abaixo. Vejam o esquema com bastante atenção e identificaram todo o movimento de trens de passageiros que ocorria ali, tanto na época da baldeação, quanto na época das trocas de locomotivas.




ESQUEMA DE LINHAS DO PÁTIO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE NOVA ERA

Linha 1 em vermelho: Primeira linha a ser construída pela Estrada de Ferro Central do Brasil em 1936.

Linha 2 em amarelo: segunda linha a ser construída pela EFCB.

Linha 3 em azul: terceira linha a ser construída pela EFCB

Linhas 4 em azul: quarta linha a ser construída - Linha posterior para manobra de locomotivas.

Linha 5 em rosa: segundo informações do amigo Rubens Ramalho, a Linha 5 dava acesso à oficina ferroviária da EFCB com divisões de serviço para a EFVM.

AMV 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8: chaves de desvio de uma linha para outra. Foram construídos pela EFCB em ordem crescente de números e cronologicamente. 


Nos tempos da baldeação

O antigo trem da Central, de prefixo NF-1 vinha de Belo Horizonte na Linha 1 (em vermelho) e, passando pelo desvio AMV-1,  estacionava na plataforma de embarque. Os passageiros que viajavam com destino à Vitória, desembarcavam do NF-1 e se dirigiam para o trem da Estrada de Ferro Vitória a Minas de prefixo PNT-2, do outro lado da estação, na Linha 3. Assim que os passageiros embarcavam no PNT-2, este partia com destino à Vitória.

Na volta, de Vitória para Belo Horizonte, o trem da Vitória a Minas agora com prefixo PNT-1, vinha na Linha 1 e entrava depois na Linha 3 através dos desvios AMV-8 e AMV-4 e AMV-6. O trem da Central, agora de prefixo NF-2, estava na Linha 1, aguardando os passageiros que desembarcavam do PNT-1. Assim que os passageiros embarcavam no NF-2, este partia para Belo Horizonte.

Interessante era o caso dos Leitos da EFCB, tanto os PD-8 e PD-9, quanto os O-130 e O-131. Quanto o Noturno de Nova Era NF-1 vinha de Belo Horizonte, já vinha com o Leito engatado na composição, entrava na Linha 1 através dos AMV-1 e AMV-3. Ao estacionar na plataforma de embarque, o Leito era desengatado do trem da EFCB. Uma locomotiva, provavelmente uma Teen Weeller a vapor, saia da Linha 4 ou Linha 5, avançava até o AMV-3 e voltava na Linha 1, engatando no Leito. Depois a locomotiva com o Leito engatado, voltava para o AMV-3, passava pelo AMV-5 e entrava na Linha 3 engatando o Leito no trem da EFVM, PNT-2. Este, após essa operação, partia levando o Leito até Governador Valadares - MG, onde o mesmo ficava.

Na volta, de Vitória para Belo Horizonte, era praticamente o mesmo processo. O trem da Vitória a Minas, agora com prefixo PNT-1, engatava o Leito em Governador Valadares e, ao chegar em Nova Era, entrava na Linha 3, onde o Leito era desengatado. A mesma locomotiva Teen Weeller, saia da Linha 4 ou Linha 5, passava pelos desvios AMV-6 e AMV-4, voltava de ré, engatava o Leito e avançava, depois, até aos desvios AMV-4 e AMV-2 e vinha de ré na Linha 1 e engatava o Leito no trem da EFCB, NF-2, que depois, seguia para Belo Horizonte. Essa manobra toda durava uns 20 minutos.


Quando terminou a baldeação e passou a ter a troca das locomotivas entre RFFSA e EFVM.

O Noturno Rio Doce da Estrada de Ferro Vitória a Minas com carros da RFFSA, vinha de Belo Horizonte e entrava na Linha 1, passando pelo AMV-1 e AMV-3. A locomotiva U-20-C da RFFSA-SR2 desengatava-se dos carros, ia até o desvio AMV-4, passava pelo AMV-2 e voltava na Linha 2. A locomotiva G-12 da Estrada de Ferro Vitória a Minas, que estava bem à frente, além dos desvios no sentido Vitória, vinha de ré na Linha 1 e em seguida passava pelos desvios, primeiro AMV 6, depois AMV 5 e finalmente AMV 4, engatando nos carros que estavam na Linha 1 e levando o trem em seguida até Vitória.
Na volta, de Vitória para Belo Horizonte, era praticamente a mesma coisa, porém, com a diferença de que o trem com a G12 vinha na Linha 1, passava pelos desvios AMV-8, AMV-4 e AMV-6 e entrava na Linha 3. Ao desengatar dos carros, a G12 avançava até o desvio AMV-5 e voltava na Linha 4. A U-20-C da RFFSA, que estava bem à frente, no sentido de Belo Horizonte, vinha de ré, passava pelos desvios AMV-7. AVM-1, AMV-3 e AMV-5 e engatava nos carros que estavam na Linha 3, levando o trem em seguida até Belo Horizonte.
Nessa época, já não existia mais a baldeação e o leito era desengatado somente em Valadares, de Belo Horizonte à Vitória e novamente engatado em Valadares, de Vitória para Belo Horizonte.


Bem pessoal, este é o fim do mistério de Nova Era, pelo menos até o dia de hoje, 01/10/2015. A Linha 5 era uma Linha de acesso à oficina ferroviária da EFCB com divisão de serviço para a EFVM. Portanto, aí está, toda a história dessa maravilhosa cidade de Nova Era revelada, depois de tanto tempo! Tempos de glória de nossa tão querida e saudosa Estrada de Ferro Central do Brasil!



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

253 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE NOVA ERA - MG, FOTOS DE JUNHO DE 2015

Prezados visitantes, saudações!

Finalmente, pude ir à cidade de Nova Era - MG e assim, realizar um antigo sonho, que era conhecer, de perto e com todos os detalhes, a antiga Estação Ferroviária construída pela Estrada de Ferro Central do Brasil - EFCB em 1936. Na época de minhas viagens no Noturno Rio Doce da EFVM, o trem passava ali de madrugada e eu não tinha como vê-la. No dia 19 de Junho de 2015, embarquei no novo trem da EFVM com destino a Desembargador Drumond, um bairro de Nova Era, afastado do centro cerca de uns 8 km. De Drumond, peguei um ônibus para o centro de Nova Era e, ao chegar, não pude conter a emoção! Era como seu eu tivesse entrando num túnel do tempo e voltado ao passado poético, marcado pelos sonhos e aventuras! Bem, deixarei que as fotos falem por si só, da beleza e encanto da antiga estação ferroviária!









Foto de autor desconhecido, provavelmente, em 1950, quase idêntica à posição da foto acima.



 Lado da estação onde o trem da EFCB encostava, nos tempos da famosa baldeação de passageiros




 Antigo depósito da EFCB, também utilizado pela EFVM



lado da estação onde o trem da EFVM encostava, nos tempos da baldeação




Divisão de divisão de bilheterias: do lado esquerdo EFVM e do lado direito EFCB





 Local onde funcionava o antigo Bar e Lanchonete da Estação, hoje, sala de Diretoria da escola












Foto de acervo da seção histórica e patrimônios da Prefeitura Municipal de Nova Era - MG, cedida por Sandra, responsável pelo acervo histórico da Prefeitura.

O ano é 1936, a histórica data que marcou uma época, na qual os trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil chegaram em Nova Era - MG. Na foto acima, Prefeito, vereadores, repórteres e o povo festejam o momento marcante, em frente à estação. Os trilhos estavam avançando e o progresso com eles!






Foto de acervo da seção histórica e patrimônios da Prefeitura Municipal de Nova Era - MG, cedida por Sandra, responsável pelo acervo histórico da Prefeitura.

O ano é 1990, no qual os trilhos da EFCB começaram a ser retirados, ficando somente a linha do lado do antigo depósito, onde mostra um trem de carga com vagões prancha levando os trilhos.






Praticamente, quase a mesma posição da foto acima, 25 anos depois







Foto de acervo da seção histórica e patrimônios da Prefeitura Municipal de Nova Era - MG, cedida por Sandra, responsável pelo acervo histórico da Prefeitura 
Foto de 1990



Esquema do traçado de linhas do pátio da estação ferroviária de Nova Era - MG