Prezados visitantes

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sábado, 11 de outubro de 2014

252- INSCRIÇÕES DOS CARROS DE MADEIRA DA E. F. CENTRAL DO BRASIL, BITOLA MÉTRICA, TREM DE PASSAGEIROS PREFIXO NF-1 E NF-2

Prezados amigos, saudações!

Aos que já acompanham as minhas postagens há um bom tempo, já estão familiarizados com as mesmas, como, por exemplo, os prefixos dos antigos trens de passageiros que circularam por muitos anos, tanto na Estrada de Ferro Vitória a Minas, quanto na Estrada de Ferro Central do Brasil e, no caso desta última, os seus misteriosos, que já nem tão misteriosos são mais, seu trem de passageiros de prefixos NF-1 e NF-2 respectivamente, o antigo Noturno de Nova Era.

Pois bem, após muitos anos de pesquisa, de investigações e contato com muitos colecionadores, consegui solucionar o mistério; toda a composição desse trem antigo, as inscrições nas laterais dos carros, fora decifrada, através das plantas dos mesmos, conforme postagens anteriores.

Hoje, trago aqui para vocês, mais um trabalho realizado por mim, que é a lista quase completa, dos carros que formaram a composição do antigo NF-1.

Pois bem, vamos a ela, abaixo:


INSCRIÇÕES DOS CARROS DE MADEIRA PARA PASSAGEIROS
ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL – BITOLA MÉTRICA (1,00 M)
– SISTEMA REGIONAL CENTRO –


DE ACORDO COM AS PLANTAS DA MECÂNICA DA
E. F. CENTRAL DO BRASIL


FASE DE 1921 À 1960




- 1)  Carro chefe-de-trem – Série QB
 QB 32804 a QB 32808
 Quantidade de carros construídos: 5 carros
 Local de fábrica: 2ª IFL-2 Horto Florestal, Belo Horizonte
 Ano de fabricação: 1953



   2) Carro Segunda Classe – Série S
 S 101 a S 108
 S 135 a S 137
 Quantidade de carros construídos: 11 carros
 Local de fábrica: 2ª IFL-2 Horto Florestal, Belo Horizonte
 Ano de fabricação: 1925



   3) Carro Restaurante – Série R e RT
  R 1 a R 5
  RT 1 a RT 4
  Quantidade de carros construídos: 9 carros
  Local de fábrica: IFL-2 Horto Florestal, Belo Horizonte
  Ano de fabricação: 1921 (Série R) e 1959 (Série RT)



   4) Carro Primeira Classe – Série P
  P 14
  P 103 a P 112
  P 122 e P 123
  Quantidade de carros construídos: 13 carros
 Local de fábrica: IFL-3 Trajano de Medeiros – RJ e IFL-2 Horto Florestal, Belo      Horizonte
 Ano de fabricação: 1932 (P 14), 1955 (P 103 a P 112) e 1957 (P 122 e P 123)



   5)  Carro Leito (Dormitório) – Série O e Série PD
  O-130 e O-131
  PD-8 e PD-9
  Quantidade de carros construídos: 4 carros
  Local de fábrica: IFL-2 Horto Florestal, Belo Horizonte
  Ano de fabricação: 1943 e 1944 (O-130 e O-131) e 1957 (PD-8 e PD-9)



   6) Carro Administração – Série O
  O-102 a O-104
  Quantidade de carros construídos: 3 carros
  Local de fábrica: IFL-2 Horto Florestal, Belo Horizonte
  Ano de fabricação: 1962 e 1963


Trabalho realizado por Hélio dos Santos Pessoa Júnior (Autor do blog)


Em 10/10/2014



Fica registrado, aqui, mais uma peça importantíssima para a preservação da memória histórica de nossas ferrovias e nossos tão saudosos trens antigos de passageiros!


















domingo, 28 de setembro de 2014

251- Antiga Estação Ferroviária de Antônio Dias - MG em 5 de Agosto de 2014

Prezados amigos, saudações!

No histórico dia 5 de Agosto de 2014, data de inauguração do Novo Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas - VALE, eu e o amigo David Santos fizemos a viagem inaugural até a cidade de Antônio Dias - MG, a fim de conhecermos o Novo Trem e nos despedirmos do Antigo Trem. 

Antônio Dias está situada no quilômetro 502, estando cerca de 170 km de distância da capital Belo Horizonte, com uma área 787,061 km², sendo que 0,3 km² estão em perímetro urbano e sua população, em 2014, é de 9 711 habitantes (segundo Wikipédia, 2014).

A antiquíssima estação ferroviária, ou seja, a primeira estação construída pela EFVM, cuja linha passava exatamente no centro da cidade, segundo dados telegráficos de 1927, já existia desde esse ano, conforme mostrada na foto abaixo.

Foto da estação ferroviária de Antônio Dias - MG, em 1927, autor desconhecido, editada no site: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/antonio.htm




Fato muito curioso e que pouquíssimas pessoas talvez saibam é que a Antiquíssima e Primeira Estação Ferroviária de Antônio Dias - MG, de 1927, essa mesma da foto acima, ainda está de pé. O prédio, obviamente, está já bastante desgastado pelo tempo e pelo desuso como estação, uma vez que a linha fora desviada, do centro da cidade, para a periferia. Vejam a estação da foto acima, porém, agora, em 2014.


Foto de autoria do autor do blog. Observem a faixada da antiga estação, em estilo quase idêntico ao das estações de Resplendor, Baixo Guando e demais estações da EFVM. O prédio hoje, abriga um supermercado ou, pelo menos abrigava, até bem pouco tempo. Pela foto é possível visualizar a plataforma de embarque, hoje, coberta, tendo se tornado uma garagem do supermercado.  A antiga linha passava exatamente no local em que o automóvel está estacionado. Até mesmo o nome na faixada, Supermercado Estação, dá cunho de veracidade do fato de que esta foi, de fato, a Primeira e Original Estação Ferroviária de Antônio Dias - MG, desde 1927. Segundo fontes da Wikipédia, esta mesma estação foi reinaugurada em 1947, tendo estado, desde então, em atividade, até o início da década de 60, quando a Linha Tronco fora transferida para a margem direita do rio Doce, fato que coincidiu com a construção da segunda estação, como veremos adiante.



A mesma foto (do autor do blog) vista de perfil, com detalhes da faixada.



Nesta foto (do autor do blog), na rua principal de Antônio Dias, encontra-se a Antiga Estação, ao lado esquerdo e onde o automóvel está estacionado, passava a antiga linha.



Ainda na rua principal de Antônio Dias, exatamente no local onde se encontra o canteiro central com as palmeiras imperiais, é que passava a linha da EFVM, com a estação cá atrás. Foto do autor do blog.




Não se sabe ao certo quando que a Linha Tronco foi retirada do centro da cidade de Antônio Dias, da Antiga e Primeira Estação à margem esquerda do rio Doce, no sentido Belo Horizonte à Vitória, para ser transferida para a margem direita do rio, na periferia, onde se encontra até hoje, mas estipula-se que tenha sido no início dos anos 60. Desde então, a EFVM construiu sua Segunda Estação, conforme mostra a foto abaixo.

Foto de Adriano Martins em 2004, editada no site http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/antonio.htm



A partir de 2004 ou 2005, esta Segunda Estação fora demolida, restando apenas a sua plataforma, como mostra a foto abaixo.


Foto de Diovanni Resende, editada no site http://www.estacoesferroviarias.com.br/efvm/antonio.htm




A partir de 2007, a Terceira Estação Ferroviária de Antônio Dias, na verdade, uma parada, foi inaugurada, sendo utilizada até hoje, 28/09/2014, como mostram as fotos abaixo.

Foto do autor do blog.



Foto do autor do blog.



Seja como for, a cidade de Antônio Dias, além de ser muito agradável, aconchegante, possui uma história incrível, ainda muito pouco explorada.














segunda-feira, 8 de setembro de 2014

250- O ÚLTIMO NOTURNO DA E. F. VITÓRIA A MINAS


Vídeo de autoria e acervo de Hélio dos Santos Pessoa Júnior (autor do Blog).


O último Noturno da Estrada de Ferro Vitória a Minas partiu da estação ferroviária de Pedro Nolasco em Vitória - ES, com destino à cidade de Belo Horizonte - MG, em 1983. Desde essa época, Belo Horizonte ficou sem o Noturno e sem conexão com Vitória - ES por meio de trens. Com o fim do Noturno, os Carros Poltronas-Leito e Dormitório-cabine da RFFSA-SR2 foram desativados, deixados em depósitos e depois, lastimavelmente, no tempo, em completo abandono e entregues à própria sorte, de modo que a maioria foi completamente deteriorada! Quanto aos Carros Santa Matilde da Estrada de Ferro Vitória a Minas, estes continuaram nos Expressos P-21, P-22, P-23 e P-24 e depois, nos P01 e P02 (posteriormente P001 e P002) juntamente com os antigos romenos, desde 1994, quando o trem voltou a circular até Belo Horizonte como diurno, até 2014, em decorrência do surgimento do Novo Trem de passageiros. 

O vídeo é mais uma despedida do autor, aos antigos carros de aço carbono para passageiros, tanto os Santa Matilde, quando os de Trajano de Medeiros e Horto Florestal, que fizeram parte da história de vida do autor e de muita gente!

sábado, 9 de agosto de 2014

249- O espetacular Novo Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas - VALE

No dia 05/08/2014, eu e o meu amigo David Santos, fizemos a viagem inaugural do Novo Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas - VALE, tão falado e tão esperado. Os novos carros romenos são, de fato, impressionantes, realmente sensacionais e confortáveis, com um design incrível. A primeira viagem nos novos carros foi carregada de emoções e surpresas. Eu e o David fomos até Antônio Dias, justamente com o intuito de estrearmos esse tão badalado trem e confesso que fiquei encantado, faço justiça ao novo trem, realmente é incrível! Bem, deixarei que as postagens falem por si próprias! Foi emocionante entrar e viajar nos novos carros!!!






Classe Executiva



Carro Lanchonete

Mais adiante, na plataforma, meu amigo David Santos, com camisa polo rosa e mochila, pronto para embarcar e tirando algumas fotos



Classe Econômica



Carro Restaurante RC-239021-3



Classe Executiva PC-239049-9 



Carro Lanchonete FC-239023-0



Carro Lanchonete FC-239023-0



Carro Comando 



Carro Restaurante RC-239021-3



O local onde seria a varanda do trem, no entanto, a porta é automática e, portanto, sem varanda, o que não significa que não dê para contemplar a paisagem. Jamais será a mesma coisa, claro, mas mesmo assim, o trem novo é formidável.



O Novo Carro Especial, para portadores de necessidades especiais





Eu e o meu prezado amigo Sérgio Dunga, chefe do trem





O chefe de trem Denis pronto para autorizar a partida do P002 de Antônio Dias para Pedro Nolasco (Vitória - ES).











O Novo Trem partindo de Antônio Dias para Pedro Nolasco





Abaixo, alguns vídeos do interior do Novo Trem




O Novo Trem de passageiros da EFVM-VALE chegando em Antônio Dias em 05/08/2014








Interior do Carro Restaurante RC-239021-3 do Novo Trem da EFVM







terça-feira, 24 de junho de 2014

248- Antigo Noturno Rio Doce P2, na Estação de Aricanga - ES em 1974 (Foto de Roberta Mattiuzzi)





Antigo Expresso Noturno P2 parado na Estação de Aricanga em Ibiraçu - ES para embarque e desembarque de passageiros em 1974 (Foto de Roberta Mattiuzzi).

Foto enviada por Rubens Ramalho.



Isso é o que eu chamo de relíquia sagrada, dos tempos do Noturno Rio Doce! Um tempo que não há descrições possíveis em meu vocabulário, um tempo de paz, de sonhos e aventuras! Uma vida para se guardar, para se recordar, nesse mundo da morte, de hoje. Uma bela cena para se recordar de como era a vida, em contraste com a morte que vivemos hoje! Sim, essa foto me apareceu, num momento, mais oportuno parece impossível, me tirando de um processo psicológico tenebroso, de uma agitação fora do normal, justamente por trazer a paz daquela época! Aqui terminam as minhas palavras, mesmo porque, meu pobre vocabulário não me permite expressar em palavras uma época como esta! Só posso expressa-la numa só palavra singela, simples, mas que resume tudo: SAUDADE!!!









quarta-feira, 4 de junho de 2014

247- O NOVO TREM DE PASSAGEIROS DA ESTRADA DE FERRO VITÓRIA A MINAS

Saudações caros visitantes!

Bem, aqueles que vem acompanhando as minhas postagens, sabem muito bem que eu dou ênfase total à memória histórica da ferrovia e dos trens do passado, os trens que marcaram época e encantaram gerações!
Portanto, o espaço aqui é dedicado à memória desses encantadores trens que, um dia, tiveram papel de extrema importância histórica.

No entanto, isso não impede, de forma alguma, que eu não reserve um espaço aqui para falar a respeito desse novo trem de passageiros que está chegando e já está fazendo um tremendo sucesso, pois a história também passa pelas mudanças, pela evolução e constante melhoria e modernidade. Os carros são romenos, fabricados, aliás, pela industria que fabricou os antigos romenos, a Astra Vagoane Arad.


Vejam, abaixo, as descrições dos mesmos:


Tipos:
  • 1 ª Classe,
  • 2 ª Classe,
  • Restaurante,
  • Snack-bar,
  • Especial para PRM (Carro para cadeirantes),
  • Bagagem,
  • Gerador


Descrição Geral:
  • Bitola::1600 / 1000 mm (no caso da EFVM)
  • Comprimento entre engates: 24.000 mm
  • Comprimento entre centros dos truques: 16.600 mm
  • Largura total: 3.100 mm
  • Altura do piso acima dos trilhos: 1.250 / 1.120 mm
  • Velocidade de operação máxima: 120 km / h
  • Truques: Y 32 RS, com rodas monobloco
  • Freio: pneumático com comprimido - ar, freio a disco, anti-patinagem eletrônico;
  • Alimentação: barra de ônibus, trem 3phases bateria, 400V/60Hz com carregador de bateria alcalina
  • Lightening: fluorescentes e LED para leitura, sinalização e lâmpadas diversas;
  • Equipamentos de ar condicionado: automático do tipo, ecológico refrigerante tipo R 134a, com equipamentos e dutos de ar montado telhado; controlado por microprocessador;
  • Instalação sanitária: 2 tanques de água de 800 litros cada, 2 WC água a vácuo-pressão ecológicos e dois tanques de resíduos de 800l cada, secador de mão;
  • Sistema de endereço público:
  • Sistema de áudio: De acordo com a UIC 568;
  • Sistema de vídeo: com display LED
  • Sistema de diagnóstico centralizado: De acordo com a UIC 556
  • Sistema de vigilância de vídeo: CCTV
  • Windows: com duplo vidro isolante painel de energia, - pan segurança economia com luz do sol refletindo revestimento, com Al quadro
  • Assentos: um salão com ergonômicos pelúcia assentos estofados



Disponível em: http://frc-model.blogspot.com.br/2013/01/vale-recebe-novos-carros-romenos-da.html


Notem, portanto, que serão carros extremamente sofisticados, com altíssima tecnologia, super confortáveis, que garantirão uma viagem segura e agradabilíssima.


Vejam, abaixo, as fotos e vídeos dos mesmos:






























As fotos me foram enviadas por Paulo Roberto de Oliveira Cerezzo e Antônio Augusto






Vídeo de acervo de mhm887, editado em seu canal do YouTube







Vídeo de autoria e acervo da VALE, editado no canal Gazeta Online, no YouTube





sábado, 31 de maio de 2014

246- Locomotiva BB-45 885 da E. F. Vitória a Minas - Por Willian Guedes

Uma das cenas mais marcantes de toda a minha vida, cena que jamais, jamais me esquecerei e que deixou profundas marcas em meu coração, no atual Trem Diurno da EFVM que, aliás, não é tão atual assim e que agora será completamente renovado!

Esta cena do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas com a locomotiva BB-45 885, jamais sairá de meu coração e memória enquanto eu viver, sendo esta uma das locomotivas do meu coração e que mais deixou marcas em minhas viagens e andanças pelas linhas da EFVM.

Esta vai entrar para a história com chave de ouro!

Obrigado amigo Willian Guedes, belíssima foto digna de registro e nota! Parabéns amigo!

Foto de autoria e acervo de Willian Guedes

domingo, 18 de maio de 2014

245- Lembranças da Antiga Estação Ferroviária de General Carneiro - Ramal de Belo Horizonte

Prezados visitantes, saudações!

Segue, abaixo, um pouco da história da antiga Estação Ferroviária de General Carneiro, um antigo bairro que se encontra entre as cidades de Belo Horizonte - MG e Sabará - MG. Da antiga Estação de General Carneiro parte o antigo Ramal de Belo Horizonte, construído em 1895, mesmo ano no qual a antiga Estação de General Carneiro fora construída.


Vejam o que a fonte de pesquisa, abaixo, diz:

A Estação Ferroviária de General Carneiro e seu ramal ferroviário foram construídos para facilitar o transporte de pessoas e de materiais destinados às obras de construção de Belo Horizonte, a nova capital de Minas Gerais. Antes, o transporte de Sabará à antiga região do Curral Del Rei era muito lento, feito quase sempre por boiadas, que demoravam dias de viagem.

Quem cedeu o terreno para a construção da Estação Ferroviária foi a Companhia Industrial Sabarense, dona da fábrica de tecidos de Marzagão. Na época, a região, onde hoje fica o bairro General Carneiro, tinha o nome de Arrudas. A Estação também nasceu com outro nome: Entroncamento.




O nome "General Carneiro" foi dado à Estação em 1894, em homenagem a um militar, o General Antônio Ernesto Gomes Carneiro, morto no episódio do Cerco da Lapa (no Paraná) e considerado herói na revolução Federalista de 1892-1894. A partir daí, a região em volta da Estação passou a ser conhecida como General Carneiro.




O ramal ferroviário foi inaugurado em 1º de fevereiro de 1895 para o tráfego de pessoas e mercadorias, mas o prédio da Estação só foi totalmente concluído em 7 de setembro de 1902.




O projeto de arquitetura da Estação foi elaborado por José de Magalhães. O prédio era muito bonito e diferente das outras estações, por "apresentar uma raríssima forma triangular destinada a permitir as locomotivas manobras de retorno na mesma direção". (Jornal Nossa Comunidade, 1999, p.2). A Estação tinha 27 portas e nenhuma janela!! A Estação de General Carneiro foi construída na mesma época em que a Estação Central, de Belo Horizonte, onde hoje funciona o Museu de Artes e Ofícios.




A Estação existiu por mais ou menos 70 anos. Ela foi demolida na década de 1960. Na época da demolição, o diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil em Minas, Sr. Bernardo Rosa Pimentel Barbosa, disse que ela seria demolida porque era anti-funcional. Em seu lugar seria construída uma outra estação mais moderna, para melhor atender os passageiros. Ele falou também que reformar a antiga estação ficaria mais caro do que construir uma estação nova.




A população de General Carneiro ficou revoltada com essa medida pois considerava a antiga estação como um valioso patrimônio histórico da região. As próprias crianças ficaram muito tristes com o desaparecimento da Estação, assim como todo o povo.




Nós também ficamos tristes com a demolição da Estação Ferroviária de General Carneiro, mas nós ajudamos a preservar sua memória, pesquisando sobre ela.





General Antônio Ernesto Gomes Carneiro

Antônio Ernesto Gomes Carneiro nasceu na antiga cidade do Serro Frio, hoje Serro, Minas Gerais, no dia 28 de novembro de 1846. Seu pai era farmacêutico e sua mãe era muito religiosa, queria que ele fosse padre. Gomes Carneiro cresceu ajudando o seu pai, entre os frascos e potes da farmácia.

Ele começou os estudos na sua cidade, foi para o Seminário de Diamantina e depois estudou em Curvelo. Fazia o curso de Humanidades, no Rio de Janeiro, quando estourou a Guerra do Paraguai (exércitos paraguaios invadiram o Brasil). Gomes Carneiro alistou-se como soldado, no dia 2 de janeiro de 1865 – ele foi o primeiro soldado do corpo de Voluntários da Pátria – e foi para o Rio Grande do Sul combater. Ali, teve início a sua carreira militar. Ele percebeu que nasceu para as armas.

Na Guerra do Paraguai, conquistou os postos de primeiro sargento e alferes, por bravura. Em 1872, matriculou-se na Escola Militar. Foi promovido a Tenente (1875), Capitão (1877), Major (1887), Tenente-Coronel (1890) e Coronel (1892).

A batalha mais importante da qual participou o Coronel Gomes Carneiro ficou conhecida como o Cerco da Lapa. Ela aconteceu durante a Revolução Federalista do Sul, entre 1893 e 1895. As tropas do Coronel estavam em grande desvantagem – eram pouco mais de 600 homens contra cerca de 3000 adversários – e ainda assim, o Coronel resistiu por 26 dias ao combate. Apesar da derrota do Coronel Carneiro, o tempo em que ele conseguiu resistir permitiu que o governo organizasse tropas para combater os revoltosos. Esse sangrento acontecimento militar contribuiu para a consolidação da República.

Durante essa batalha, o Coronel Gomes Carneiro foi ferido de morte. Ele foi atingido por um projétil no fígado, no dia 2 de fevereiro de 1894 e morreu dois dias depois, no dia 9 de fevereiro, na cidade da Lapa, no Paraná. Morreu aos 48 anos e deixou descendentes em Curitiba. Está enterrado no Panteon dos Heróis, junto com outros combatentes. Um dia antes de morrer, ele foi promovido a General, mas não recebeu a notícia a tempo.

Antônio Ernesto Gomes Carneiro entrou para a história como o “Herói da Lapa”.

Pesquisa elaborada por: Ariel, Gustavo e Maiara

Fonte: http://oficinadehistoriaaffas.blogspot.com.br/


Bem, meu caros visitantes, desnecessário se torna falar da extrema importância histórica, tanto do antigo bairro, na época da construção da estação, conhecido como Arrudas, quanto da própria estação ferroviária, que fora um marco importantíssimo para a construção e desenvolvimento da nova capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, uma vez que as viagens eram muito longas, feiras em lombos de animais (cavalos, mulas) e até carros de bois, em grandes boiadas, como relata a pesquisa acima. A chegada dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Dom Pedro II (Estrada de Ferro Central do Brasil desde 1889) trouxe grandes perspectivas e progresso, para o desenvolvimento da nova capital mineira, bem como da região margeada pela via férrea. 

Da antiga estação ferroviária de General Carneiro, também conhecida como Estação de Marzagão, nome dado pela antiga Companhia Industrial Sabaraense, que deu origem à fábrica de Marzagão, parte o ramal de Belo Horizonte; o ramal de Nova Era - MG e parte da Linha do Centro com destino a Montes Claros, passando por Capitão Eduardo, de onde parte a Variante de mesmo nome, que elimina grande parte do antigo ramal de Nova Era.

Vejamos as imagens, abaixo:























Fonte: http://destinosabara.blogspot.com.br/2010/10/blog-post_11.html


Olhando-se esta foto, à esquerda, onde se encontra um garoto, pode-se visualizar parte do ramal de Belo Horizonte. A linha, em primeiro plano, é o início do ramal de Nova Era, que passa por Sabará, Santa Bárbara e Nova Era, no sentido para Vitória - ES, sendo este, portanto, o Antigo Ramal de Nova Era. À direita, onde se encontra o Guarda-chaves, temos uma linha de manobra, que faz um entroncamento na Linha do Centro (bem atrás da estação, entroncando-se à direita), com destino a Montes Claros, passando por Capitão Eduardo, de onde parte a Variante de mesmo nome, que elimina grande parte do antigo ramal de Nova Era, repetindo o que fora dito acima.


Pintura em óleo sobre tela, do artista Robson Neves, editada no site: www.estacoesferroviarias.com.br 


Através dessa maravilhosa pintura a óleo sobre tela, do artista plástico Robson Neves, retratando a Estação de General Carneiro, percebe-se claramente os detalhes; o trem à esquerda, está vindo de Belo Horizonte - MG, através do ramal de Belo Horizonte. O trem, à direita, ou está vindo de Montes Claros, na Linha do Centro, ou está em manobra, já que a estação triangular permitia isso. Em primeiro plano, a ponte sobre o rio Arrudas, indo para Sabará, Santa Bárbara e Nova Era, no sentido para Vitória - ES. Ao que tudo indica, o Trem de passageiros da esquerda, é o antigo NF-1 = Noturno de Nova Era, vindo de Belo Horizonte e que fazia correspondência com o Trem da E. F. Vitória a Minas em Nova Era - MG.


Hoje em dia, ainda é possível ver traços dos antigos ramais (Parte do Ramal de Nova Era e o Ramal de Belo Horizonte), através da imagem do Google Earth, 2014. Confesso que é uma cena muito triste de se ver, pois mostra o abandono quase completo de uma parte importantíssima de nossa história e memória, de nosso patrimônio histórico-ferroviário. Muito triste a cena, vejam:









As setas em branco, indicam os Ramais, de Nova Era (à direita) de Belo Horizonte (Abaixo) e parte da Linha do Centro em direção à Montes Claros - MG.

Para esclarecimento de quaisquer dúvidas, vejam o Mapa da Linha do Centro, da EFCB, abaixo, ano 1970.

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/mapas/1970rffsa06central.shtml


Hoje, resta apenas o vazio, a tristeza, a saudade de um tempo que se foi, um tempo glorioso e poético e o testemunho silencioso de uma magnífica história esquecida pela sociedade, perdida no tempo.